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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Neurose é igual a bunda, cada um tem a sua.

Tava aqui lendo minha Superinteressante, como faço todo mês, e me deparei com a frase:

" Eu renovo meu perfil no messenger todos os dias. Tenho medo de que, se eu morrer hoje, o que estiver escrito ali vá ficar como meu último registro."

Essa é a encanação de um anônimo que resolveu partilhar suas doideiras com o mundo através de um blog de neuróticos.

Funciona assim, vc entra em iamneurotic.com e manda a sua neurose. Se os moderadores acharem louca o suficiente - de acordo com os parâmetros deles -, sua neura será publicada pra todo mundo ler. Se vc não quiser partilhar as suas loucuras com o ciberespaço, vc pode apenas fazer comentários nas neuras alheias.


Fui lá dar uma checada pra ver o que a malucada anda dizendo e tem de tudo. Hoje, uma pessoa confessou que tem que olhar o relógio quando a hora muda, todas as horas. O tal não tem uma boa noite de sono há 5 anos por causa dessa maniazinha básica.

Não é bizarro? Será que as pessoas confessam de verdade as suas manias loucas ou inventam doideiras pra aparecer? Só sei que fiquei me perguntando se eu tenho alguma mania louca e não me veio nada a cabeça. Não sou uma pessoa de manias e coisas metódicas. Cada dia faço as coisas de um jeito. Cada dia levanto num horário diferente... Fiquei aqui matutando e comecei a achar que não tenho neuroses. Aí, continuando a ler as doideiras alheias do blog, achei uma com a qual me identifico:

"I cannot sit on a toilet that has something already in it. Whether it be toilet paper, dryer lint, or anything else. I have to flush it before i do my business."

Numa tradução livre: "Eu não consigo sentar em uma privada que já tenha alguma coisa dentro. Pode ser papel higiênico, pêlos da lava-roupas (ou seja lá o que for dryer lint...alguém sabe a tradução exata?) ou qualquer outra coisa. Eu tenho que dar descarga antes de fazer o que eu preciso."

Eu também tenho essa mania!! Sempre que vou num banheiro público, olho dentro da privada pra ver se tem alguma coisa lá dentro. Se tiver, eu costumo até mesmo a procurar outra privada porque me dá um nojo sem tamanho.Fico com nojo de tocar na descarga. Não sei bem porque, afinal, se pensarmos racionalmente, a pessoa que largou alguma coisa lá no vaso certamente não tocou na descarga, ao contrário de quando encontramos o vaso limpo. Mas vai entender, né? Mania louca é assim mesmo, não tem explicação lógica, hehehehe.

Depois disso percebi que nem eu estou imune às neuroses. Todo mundo, se pensar bem direitinho, vai encontrar alguma neura particular. Já pensou nisso? Qual é a sua neura?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Meme!

A Isabella me indicou pra responder umas perguntinhas. Lá vamos nós...

As regras:

Responda os 15 ítens sobre você.

Liste:
3 alegrias
3 medos
3 objetivos
3 obsessões/coleções
3 fatos surpreendentes/diferentes sobre você.
Passe para cinco pessoas no final do seu post.
Deixe comentário para as cinco pessoas escolhidas em seus respectivos blog.

3 alegrias:

Minha família
Meu trabalho como designer - F2D design
Meu cachorrinho lindo, o Jack

3 medos:

De ficar doente
De barata e insetos em geral
De perder as pessoas que eu amo

3 objetivos:

Colocar meu site definitivo no ar
Conseguir mais clientes
Abrir o meu próprio negócio

3 obsessões/coleções:

Miniaturas de personagens de desenho animado
Graphic Novels
DVDs

3 fatos surpreendentes/diferentes sobre você:

Leio revistas de trás para a frente
Quando um livro não me prende no início, não leio até o final
No meu dia-a-dia sou lesadinha como o personagem Pateta, da Disney - (Namorido que o diga, né? hehehehehhe)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Um cãozinho pra chamar de meu

Desde criança eu quis ter um cachorrinho. Uma tia minha tinha 5 e todas as férias ia pra casa dela me acabar com as travessuras daqueles Poodles. Eu corria, pulava, dava banho, dormia agarrada com eles... Era tudo uma festa até acabar as férias. Depois disso vinha aquela saudade enorme e a imensa vontade de ter um cãozinho pra chamar de meu.
Ano após ano eu insisti, implorei a minha mãe pra termos um. Porém, havia sempre a desculpa de que o prédio não permitia cães e gatos de estimação. Então, ano após ano, experimentei ter pintinhos (distribuídos ao final de uma tradicional feira de cães e gatos aqui da minha cidade), peixes, tartarugas, passarinhos. Nada deu certo. Todos morriam, mais cedo ou mais tarde. Eu me apegava a eles no início, mas no fim minha mãe era quem cuidava e eu continuava com a frustração de não ter um cãozinho.
Anos mais tarde, com um síndico novo e uns condôminos rebeldes, estabeleceu-se que o prédio permitiria que seus tristes moradores a ter animaizinhos de estimação. Com essa notícia, minha mãe perdeu seus argumentos. Então, assim que uma das cadelas de minha tia deu filhote, raptei um pra mim. Ele se chamava Tchuck...isso mesmo, aquele do brinquedo assassino :) Porém, ele não tinha nada de assassino, ele era doce e lindo de morrer, porém muito escandaloso. Latia, latia, latia e latia mais. Aí, meu sonho foi por água a baixo mais uma vez. A síndica deu ultimato e tivemos que retomar o filhote para a sua mãe.
Bem mais tarde, quando eu já estava na faculdade, uma colega de trabalho da minha mãe ofereceu uma filhote de Beagle pra nós. Ela tinha câncer e não tinha mais forças e tempo pra cuidar da pequena. Sendo assim, um belo dia aquela sapeca linda chegou em casa. No momento em que colocou as patinhas no recinto já saiu correndo, fazendo festa e fazendo cocô por toda parte. Ela ficou comigo somente por 2 meses. Depois de muitos cocôs no meio do tapete da sala e de ter roído a tábua do sofá de madeira da minha mãe, a Maricota esgotou com toda a paciência que minha mãe possuía. Minha mãe me obrigou a dar a pobrezinha. Eu tive que enviá-la pra minha sogra que mora em Cabo Frio. Foi uma experiência extremamente traumática porque, além de estar dando uma coisinha tão amada e que eu queria tanto, depois de 1 mês de estada em Cabo Frio fiquei sabendo que a Maricota aproveitou um descuido com o portão aberto e fugiu. Quase me acabei de tanto chorar. Fui muito, muito triste.

Passaram-se mais alguns anos, eu e Namorido estavamos mais juntos na casa dele do que eu na casa de mamãe e eis que surge o Jack na minha monótona vida. Um belo dia, meu dentista me liga e pergunta se eu aceitaria ficar com o cão dele, pois o pêlo dele estava lhe dando inúmeras alergias. Com a nossa iminente mudança pra um ap maior e a imensa vontade do Namorido de me agradar, pegamos o Jack pra nós.

No início Namorido não gostou muito. Disse: você é quem vai cuidar, dar banho, levar pra passear, tudo. Eu aceitei prontamente. Tudo o que eu queria era ter o MEU cachorrinho que ninguém poderia mandar embora ou expulsar da minha vida. Então o Jack veio de mansinho, e se instalou nos nossos corações. Ele faz suas necessidades sempre no lugar certo, late muito pouco, é mega brincalhão e adora visitas. Carente, sociável, amigo, companheiro... ele é tudo pra mim.

Aí você pode estar pensando, como muitos já me disseram: você está precisando de um filho pra chamar de seu. Pode até ser. Pode ser que se eu tivesse engravidado antes do Jack entrar na minha vida, esse cãozinho não fosse uma peça tão central na minha existência. Porém, não acredito que ia amá-lo menos ou que ia deixar de querer ter um cãozinho pra mim. Acho que as experiências que a gente passa na infãncia são muito marcantes e a gente leva pra toda a vida. Se eu não tivesse o Jack, com certeza iria continuar com aquela vontade, aquele aperto no peito quando via um filhote na rua. Com certeza ainda iria querer muito um cãozinho só pra mim.
PS: Todas as fotos são do meu querido e amado Jack.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Dois lados de uma mesma moeda



Esse mês aconteceu uma coisa muito legal e muito triste ao mesmo tempo.Consegui vender a casa que meus avós deixaram pra mim e pro meu pai quando faleceram.

Colocamos a casa pra vender em julho de 2006. Ficamos na espectativa de conseguir vendê-la até 2007. Programamos milhões de coisas, fizemos inúmeros planos, mas nada da casa ser vendida. Em 2007 recebemos várias propostas, chegamos até a tirar todas as certidões para um comprador, mas quando chegou a hora H, o homem desistiu da compra. Resultado, além de não ganharmos, ainda estávamos perdendo dinheiro.

No fim de 2007 eu e Namorido resolvemos parar de fantasiar e deixar o barco rolar. Aí, parece que Deus ouviu finalmente as minhas preces, pois foi só virar o ano e os procedimentos pra venda da casa estavam todos encaminhados.

Fizemos o contrato de compra e venda e lá fomos nós (eu e papai) pra Três Rios dar continuidade ao negócio. Pegamos o carro felizes da vida, mas quando pegamos a serra...começou um aperto no peito, uma vontade de chorar...lembrei de tantos momentos bons, risadas, balançadas na rede...tantos momentos gostosos naquela casa. Sem falar que aquela casa foi construída pelas mãos do meu avô, com muito suor e sacrifício. Minha avó sempre cuidou dela com o maior carinho do mundo, tanto que até hoje o piso, os asulejos estão em perfeita forma. O desgaste é do tempo...mais do tempo que a deixamos lá vazia e abandonada do que de quando eles moravam lá.


Agora, escaneando as fotos pra postar aqui, chorei sorrindo ao lembrar do sorriso dos dois, do amor que eles tinham por mim, do carinho e atenção integral que dedicaram a mim e ao meu futuro. Meus avós era dois anjinhos na terra e vender a casa me soa como desfazer da última coisa, do último pedacinho dos dois na Terra. Afff...(suspiro)... No fundo sei que não é isso. Sei que os dois deixaram a casa pra isso mesmo, pra que o dinheiro renda coisas boas pra mim e pro meu pai, mas mesmo assim dá uma dor...um nó na garganta.

Terça ou quarta da semana que vem vamos lá assinar a transferência da escritura para os novos donos. Felizmente e coincidentemente, os novos donos conheciam meus avós. A senhora (Dona Marijane) que morará lá disse que já tinha ido muitas vezes lá na casa encomendar e provar as roupas que minha avó fazia. Fez enormes elogios a sua competência, disse que era uma ótima costureira, que era pontual e caprichosa. Eu sei disso. Ela fez inúmeros vestidos pra mim e eu sempre reclamava de prová-los com aquela infinidade de alfinetes. Agora isso me dá o maior arrependimento. Ela fazia com o maior carinho e eu reclamando...Mas é assim mesmo, a gente tende a ver com mais clareza os atos dos outros quando eles não estão mais do nosso lado. Não que na época eu não soubesse que ela fazia com amor, mas isso não me impedia de reclamar...devia ter impedido.

Eu devia ter ido mais a Três Rios. Ia sempre achando ruim, pois meus outros avós moravam em Cabo Frio e pra uma criança a praia é um atrativo infinitamente maior do que a serra. Mas meus pais forçavam a barra e eu ia...quando chegava me acabava de brincar com os cachorros, balançar na rede. ficava o dia todo na varanda correndo e brincando. Criança de apartamento quando é solta em um quintal, já viu né? Era machucado no joelho, no cotovelo, nas mãos...Chegando lá era uma festa, mas se me perguntassem amtes eu preferiria ter ido a Cabo Frio...criança idiota!

Agora só me resta pensar muito bem antes de gastar o dinheiro. Raciocinar bastante antes de tomar alguma decisão, pra que eles possam se orgulhar de mim lá de cima.
Fotos na casa de 3 Rios:
Foto01 - vovô Remo
Foto02 - vovô, eu com 8 meses e vovó Nazir
Foto03 - eu com 2 anos
Foto 05 - eu com 2 anos também
Últimas fotos - eu com 8 meses com meu pai e minha avó

sexta-feira, 23 de novembro de 2007


Tenho estado meio nostálgica nesses dias. Fui a casa de mamãe anteontem e fiquei fuxicando a nossa caixa de fotos. Vi tantas fotos lindas, cheias de lembranças de épocas boas e ruins... Apesar de ter vontade de chorar com algumas, outras nos fizeram rir muito. Só por isso valeu a pena.

A foto é de mamãe grávida de mim em Itacoatiara, uma praia aqui de Niterói. Agosto de 1982.